A cirurgia ainda é o principal tratamento do câncer de reto, e existem muitas técnicas que podem ser empregadas de acordo com a localização e estágio da doença. No caso de tumores iniciais, por exemplo, o paciente pode passar por uma excisão local transanal, através do próprio orifício natural do ânus, sem precisar de incisões abdominais.
Entretanto, à medida que o tumor cresce e se torna mais avançado, é necessário remover esse órgão parcial ou totalmente. Uma das possibilidades na remoção total do reto é uma cirurgia chamada ressecção anterior do reto com excisão total do mesorreto e anastomose colo-anal (ligação entre o intestino grosso e o ânus).
Esse procedimento é considerado muito efetivo ao aumentar a sobrevida do paciente e diminuir as chances de recidivas locais, mas infelizmente uma parcela significativa dos pacientes vão apresentar sintomas funcionais, como aumento da frequencia evacuatória, sensação de evacuação incompleta, incontinência anal, diarréia e urgência para ir ao banheiro.
Juntos, esses sintomas caracterizam a Síndrome da Ressecção Anterior do Reto, e têm um impacto importante na qualidade de vida do paciente.
Com o objetivo de ajudar os pacientes não só a vencer o câncer, mas também a aproveitar a vida ao máximo depois de passar pelo diagnóstico e tratamento da doença, muitos médicos e pesquisadores têm se dedicado a encontrar soluções para a Síndrome.
Uma delas é a irrigação transanal, um método de lavagem intestinal com um sistema de irrigação. Assim, a evacuação poderá ser programada e controlada, o que passaria mais segurança para o paciente no cotidiano e, principalmente, na vida social.
Assim como outras adaptações necessárias para pacientes que passaram por cirurgias intestinais, é necessário se educar e ter paciência. No caso da irrigação, o paciente passa por um treinamento especializado para ser capaz de realizá-la sozinho, em casa.
Outro ponto que se destaca é a efetividade da cirurgia laparoscópica no tratamento do câncer de reto, já que oferece não só benefícios no curto prazo, devido à rápida recuperação pós-operatória, como também ajuda a preservar a resposta imunológica, trazendo resultados de cura, no mínimo, equivalentes aos procedimentos abertos.
Inclusive, esse tipo de cirurgia tem oferecido resultados muito interessantes para evitar a colostomia definitiva sem alterar os resultados oncológicos. Ou seja, é possível usar a laparoscopia para preservar a função esfincteriana, preservando a qualidade de vida do paciente, ao mesmo tempo em que aumentamos sua sobrevida.
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